Instituto Onco-Vida/ Oncoclínicas participa do principal encontro de Mastologia do Centro-Oeste

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Médicos do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas marcam presença no 2º dia da Jornada Brasil-Central de Mastologia
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Nos dias 22 e 23 de março acontece, em Brasília, a Jornada Brasil-Central de Mastologia. O evento, que será no Centro Internacional de Convenções do Brasil, reunirá médicos especialistas em câncer de mama do país para discutir principalmente como tratar a doença de maneira ampla, a partir do que existe de mais importante em dados científicos atuais no manejo desses pacientes. Esse ano o encontro acontecerá na sexta durante o dia todo e no sábado pela parte da manhã.

O Instituto Onco-Vida/ Oncoclínicas contribuirá com o evento através das palestras dos médicos integrantes do seu corpo clínico. O oncologista Cristiano Augusto Andrade participou de um painel sobre “A terapia adjuvante na era das assinaturas genômicas”. Ele abordou o fato de que muitas das pacientes que são diagnosticadas com câncer de mama e que fazem a cirurgia, posteriormente precisam fazer a quimioterapia também para diminuir o risco da doença voltar.

 Mas, de acordo com médico estudos demonstraram que existe uma grande chance de estarmos supertratando as pacientes. “Não são todas as pacientes que realmente precisam fazer quimioterapia após a cirurgia”, explicou. Sendo assim, as assinaturas genômicas são tecnologias desenvolvidas para tentar identificar qual paciente pode ser poupada da quimioterapia.

 De acordo com Dr. Cristiano as assinaturas genômicas são testes feitos com o material do tumor que é retirado na cirurgia. “Eles avaliam através do DNA do tumor, características genômicas que mostram se é uma doença de bom prognóstico, ou seja, se tem poucas chances de recorrer, assim essa paciente pode ser poupada de quimioterapia. Se é uma paciente com o risco maior de recorrer, para esta eu vou ofertar o tratamento quimioterápico”, afirma. 

 O médico discorreu acerca das várias ferramentas genômicas no mercado, sendo as duas principais “Oncotype DX Recorrence Score” e “Mammaprint”. “Elas servem pra tentar evitar a indicação de quimioterapia nas pacientes com câncer de mama luminais, que são aquelas pacientes com câncer de mama sensíveis ao hormônio”, esclarece o doutor. Dessa forma, é possível um melhor direcionamento para a realização de um tratamento específico, buscando sempre a forma mais eficaz de combater o câncer.

Participam também da jornada os médicos do Instituto Onco-vida/ Oncoclínicas: Rodrigo Pepe, Ana Carla Holanda, Mauro Passos, Lucimara Veras, Laíra Aguiar, Gabriela Feitosa, Angélica Rezende. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia Regional do Distrito Federal, órgão reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. Contudo, pelo câncer de mama envolver um tratamento multidisciplinar, o evento não é restrito aos médicos dessa Sociedade e reúne outras especialidades como oncologistas, radioterapeutas, geneticistas e radiologistas.