Ter uma vida saudável pode diminuir a ocorrência do câncer colorretal

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O câncer colorretal, mais conhecido como câncer do intestino, é o segundo tumor mais comum nas mulheres e o terceiro mais comum nos homens.  O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 17 mil casos novos em homens e 18 mil em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019.

Para o médico oncologista do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas, Nilson de Castro Correia, o câncer colorretal está muito relacionado aos hábitos de vida. “Indivíduos que consomem uma dieta hiperproteica e hipercalórica, ou seja, com muita carne e gordura, obesos e sedentários têm um maior risco de desenvolver a doença. Ao contrário, os indivíduos que praticam atividades físicas regulares, tem uma dieta rica em vegetais, frutas e fibras, possuem um risco menor”, relata o doutor.

O principal sintoma desse tipo de câncer é a alteração do hábito intestinal. Muitas vezes a pessoa que defecava normalmente passa a ficar obstipada, demorando mais a ir ao banheiro. Podem ocorrer também maior esforço na evacuação com fezes e, eventualmente, sangramento nas fezes. O contrário também é válido, com o aumento do trânsito intestinal e diarreia.

Além de alimentos saudáveis e a prática de atividades físicas, alguns exames ajudam na prevenção da doença. O mais simples é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Em alguns casos, o sangue nas fezes também se deve à doenças benignas e por influência de algum alimento. “O exame padrão para diagnóstico tanto do câncer de intestino como das doenças pré-malignas é a colonoscopia. Com ela podemos tanto detectar como tratar alguns tumores iniciais e em alguns casos dispensado até uma cirurgia maior”, afirma o oncologista do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas. Este exame é recomendado a todos que têm mais de 45 anos, podendo ser mais cedo se houver histórico familiar de câncer de intestino.

O tratamento da doença é sempre cirúrgico. Entretanto, o doutor Nilson ressalta que em alguns casos, dependendo da localização do tumor, pode ser necessário a radioterapia, realizada antes da cirurgia em associação com a quimioterapia. “A quimioterapia isolada pode ser indicada em alguns tumores após a cirurgia para diminuir o risco de recaída ou quando o paciente tem doença avançada sem possibilidade para tratamento exclusivo”, explica. A escolha do melhor tratamento e das associações é feita pelo médico conforme o perfil molecular do tumor.

Vale ressaltar que a colostomia, quando o intestino é exteriorizado à parede abdominal para desvio das fezes, é necessária quando a cirurgia do tumor é feita de urgência por perfuração e/ou obstrução intestinal. Geralmente, é utilizada de forma temporária e, ao término do tratamento, o trânsito intestinal é reconstruído. “Em algumas situações pode não ser possível reconstruir o intestino e a colostomia pode ficar de forma definitiva. Isso ocorre em alguns casos de câncer de reto ou quando o tumor é muito avançado”, esclarece o especialista