Janeiro: mês dedicado a prevenção do câncer de colo de útero

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Embora não seja muito discutido, o câncer de colo uterino é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal. São mais de 5 mil mortes por ano no Brasil, sendo a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Todo ano, surgem mais de 16 mil novos casos, segundo dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer.

De acordo com o médico Tales Ziegler Bevilaqua, ginecologista especializado em oncologia pélvica do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas, esse câncer, também é chamado de câncer cervical. “Ele se caracteriza por um tumor maligno na parte inferior do útero, localizado no fundo da vagina da mulher”, explica. O médico esclarece ainda que o HPV é o principal causador do câncer do colo de útero. “É um vírus sexualmente transmissível que infecta e modifica as células do colo uterino gerando o câncer”, completa.

Apesar do HPV ser preponderante na formação do tumor, outros fatores também colaboram para seu surgimento, tais como grande quantidade de parceiros sexuais, não fazer sexo seguro (não usar camisinha), fumo, uso de drogas e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Segundo o doutor Tales, esse tipo de câncer acomete somente as mulheres e deve ser prevenido constantemente. “Essa doença é silenciosa e só dá sintomas em sua fase avançada. Os mais comuns são dor na pelve, sangramento vaginal, sangramento após relação sexual e secreções vaginais com mau cheiro”, afirma. Ele enfatiza que a vacinação contra o HPV, principalmente nas meninas e exames com ginecologista anualmente são os melhores meios de prevenção.

Ainda de acordo com o médico, quanto mais cedo a descoberta, melhor chance de cura. Ele afirma que quando diagnosticado antes da formação do tumor, o tratamento poderá ser feito através de cirurgia. Contudo, o dr. Tales ressalta que em casos avançados provavelmente será necessário o paciente fazer quimioterapia e radioterapia. Assim, o tratamento de cada caso deve ser avaliado individualmente, e deve levar em conta além do estágio e tamanho da infecção, os fatores pessoais.