Fevereiro Laranja alerta sobre o combate à leucemia, tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue

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A leucemia é uma doença progressiva, caracterizada pela proliferação descontrolada, isto é, cancerosa, dos glóbulos brancos na medula óssea. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2019, sejam diagnosticados 5.940 novos casos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres.

Segundo a dra. Claudia Pereira Faria Pol, médica hematologista do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas, esse acúmulo dos glóbulos brancos diminui drasticamente a produção dos glóbulos vermelhos e plaquetas, o que vai gerar as manifestações clínicas. A médica explica que as leucemias podem ser classificadas principalmente em Agudas e Crônicas.

Ainda de acordo com a doutora Claudia, as Agudas surgem de modo súbito e os principais sintomas são sangramentos (gengivais, nasais e hematomas), febre ou outro sintoma relacionado a infecções, fraqueza muscular e cansaço. Já a Crônica tem evolução lenta e os pacientes costumam descobrir a doença só quando é solicitado um exame específico. Em certos casos de leucemia Crônica, alguns pacientes podem apresentar maior volume abdominal por aumento do baço, adenomegalias e sintomas relacionados a anemia.

Por apresentarem alguns sintomas parecidos, como fraqueza e grande cansaço, muitas pessoas confundem leucemia com a anemia. A dra. Cláudia esclarece: “não é a anemia que causa a leucemia e sim a leucemia, com sua alteração na estrutura da medula óssea, que leva à anemia”.

Os tratamentos dos dois tipos são muito diferentes. “Como a leucemia Aguda é muito grave exige a internação hospitalar com infusão de drogas quimioterápicas e transfusões de hemácias e plaquetas”, explica a médica. Quanto às leucemias crônicas, a dra. Claudia revela que existe medicamentos que revolucionaram o tratamento, os inibidores da enzima tirosina quinase. “São drogas orais que tem impacto importante na sobrevida desses pacientes”, afirma.

A leucemia é uma doença que requer um cuidado individualizado, com observação e tratamentos avançados, mas existe cura. “O transplante de medula óssea é uma alternativa quando o paciente apresenta alterações genéticas ruins, não alcança a remissão da doença através dos tratamentos ou a tem novamente”, relata a doutora.