Diagnóstico tardio de câncer na vesícula aumenta a gravidade da doença

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O câncer na vesícula é uma doença silenciosa, de poucos sintomas até o estágio em que começa a ficar grande. Alguns fatores podem influenciar na predisposição a esse tipo de câncer: pedra na vesícula há muito tempo e inflamação, problemas cirúrgicos que alteraram a função da vesícula, alterações em sua estrutura e até, em casos raros, síndromas genéticas.

A vesícula biliar é um órgão pequeno, localizado ao lado direito do fígado. Ela armazena a bile, substância responsável por absorver nutrientes e digerir gorduras vindas da alimentação. Segundo Augusto Portiéri, oncologista do Instituto Onco-Vida/Oncoclínicas, “o grande problema é que as células que formam a parede da vesícula biliar, podem se tornar malignas e formar câncer, que são os ditos carcinomas”.

Para o oncologista, os sintomas mudam de acordo com a localização do câncer. “Se for em uma região mais funda, quando crescer vai comprimir e invadir os tecidos locais e causar dor no superior do abdômen e cólica ao ingerir alimentos ricos em gordura. Se acontecer nas vias biliares, podem obstruir o ducto, gerando dor, cólica, mas principalmente o quadro de icterícia: como a bile não é eliminada pelo intestino e volta para o sangue, o paciente fica amarelo”.

Uma das maiores dificuldades dessa doença é que ela não tem nenhuma estratégia preventiva, o que existe é a detecção precoce. Muitas pessoas fazem exames por outros motivos, como é o caso de um ultrassom do abdômen que também identifica uma lesão, um tumor. Para o médico, “esse contexto é a maior chance de cura que o paciente tem, porque ele pode ser tratado precocemente. Mas infelizmente, muitos só percebem a doença quando já está avançada”.

O tratamento do câncer de vesícula é cirúrgico e sempre com cirurgião oncológico. Envolve um tipo de cirurgia mais ampla, que dependendo dos critérios de gravidade, é complementada com o tratamento de quimioterapia e cuidados paliativos. Estes últimos são importantes para minimizar as chances de reaparecimento e melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo seus sintomas e aumentando sua sobrevida.

A cura é uma realidade para os pacientes com câncer de vesícula. De acordo com o especialista, “só dizemos que não existe cura quando não é passível a cirurgia por algum motivo, seja porque está muito grande ou mesmo quando o paciente tem outras doenças sérias, como por exemplo, uma doença cardíaca”.